Não há uma maneira melhor de lidar com o fim das férias que aproveitá-las ao máximo. Descansar sem se preocupar, se ocupar com tudo que importa. Sofrer com o fim, não prepara para o recomeço. Nem sempre é possível, nem sempre é suficiente, mas chega o momento de sair das férias e encarar aquelas coisas que nos fizeram desejar estar de férias. Isso pode significar uma rotina, algum conflito, alguma decisão difícil de tomar. Sem falar nas metas, no ano que nos apresenta sua metade final, como se esperasse de nós as realizações que foram prometidas quando o ano era novo. Expectativas, pressões, frustrações e muitas vezes o cansaço que já se fazia presente. Tudo é para já. 

A norma é pensar em quanto falta, no que vem pela frente. 

O tempo parece fluir com uma velocidade violenta, humanamente impossível remar contra. Fragilidades, insuficiência, repetição.

Começamos planejando o dia e logo estamos com a cabeça na véspera de Natal, e o que você fez? 

Mais rápido. Mais forte. Melhor.

Produtividade, agilidade, superação de todos os limites. A melhor versão de si mesmo enquanto repete tudo sem cansar. 

Horário pra tudo, sem tempo a perder, mensagens a responder, profusão de informações, notificações e mensagens não respondidas. Dias curtos em vidas curtas, todos correm para algum lugar, logo nos sentimos sempre meio atrasados para algo que está para acontecer, acabamos adiando o viver. 

Cobranças. Você está para preparado? Planejo um dia que passa mas eu nem vejo a cor. Logo atrás vem mais um e ainda te pedem calma.

Como não estar ansioso em um contexto repleto de ansiedade?

Texto por: Leandro Benedet e Marcelo Araujo

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