Pegando o embalo do recém passado dia dos pais, mesmo que um pouco atrasado, resolvi postar alguns vídeos muito bons sobre ser pai, afinal, quem é pai, é pai todos os dias, então qual motivo eu teria para deixar de compartilhar todo esse material somente por não ter podido postar exatamente no dia dos pais como eu havia me programado anteriormente? Então colocando em prática o título da postagem, que é um pensamento de Jean Paul Sartre, eu escolhi postar o texto, pois o assunto ser interessante e merecedor de ser compartilhado com todos independente da data. Espero que gostem.

Compartilho agora alguns vídeos que me chamaram a atenção. O primeiro deles fala sobre a importância que  um pai tem, da perspectiva de um filho. Já o segundo, mostra de forma um pouco mais severa o quanto os filhos absorvem os comportamentos dos pais. Estes vídeos mostram, cada um a sua forma, sobre como as atitudes que os pais tem, servem de exemplo para os filhos, sejam essas atitudes boas ou não. Esses vídeos evidenciam como não há um momento especifico para ensinarmos os filhos, não há como controlar quando eles devem se espelhar nos pais, e quando não devem. Alias, essa observação não serve somente quando se fala de pais e filhos, isso serve para todos e a todo o momento pois não vivemos isolados do mundo, estamos e fazemos parte dele. E quando falamos especificamente de crianças, não é somente o comportamento dos pais que conta. Você já parou pra pensar que as crianças observam a todos os que estão por perto? Como nos comportamos perto de crianças que não conhecemos? Estes também são questionamentos muito válidos.

Ao assistir a estes vídeos, vários pensamentos me vieram a mente. Inclusive aquele velho ditado: Faça o que eu digo, e não o que eu faço!  Muito utilizado por diversas pessoas, inclusive por nossos pais e nós mesmos. Você já parou para pensar o quanto nossas atitudes nos falam da gente? E o quanto nós conhecemos as pessoas através do que vemos e observamos, gostando elas disso ou não. Devemos ter em mente que assim como as palavras, as atitudes pertencem muito mais a quem as escuta e as vê, do que a quem fala ou age. Nesse momento quem lê esse texto pode se pegar pensando em suas atitudes e em como os outros o interpretam levando-as em consideração. Mas o objetivo não é bem esse, pois se passarmos o tempo todo nos “policiando” a respeito de como agimos, perdemos toda a espontaneidade, o que iria justamente contra o objetivo desse blog, pois ser espontâneo é o que deixa a vida atraente e saudável.

O que me vem em mente como um conselho amigo, se é que isso existe, é que o essencial é sabermos que ninguém é perfeito, nossos pais não são perfeitos: tem tantos medos e dúvidas quanto nós mesmos. Então, muito mais do que nos preocuparmos em servir de exemplo para os outros ou esperarmos que os outros nos sirvam de exemplo. Devemos procurar nos manter conscientes da forma como encaramos a vida, nos responsabilizando por tudo aquilo que falamos e fazemos ou, sendo um pouco mais claro, procure estar de acordo com aquilo que você fala e faz, procure lembrar que mesmo aquilo que a gente faz e justifica, seja para os outros e para nós mesmos, é sempre nossa responsabilidade, então quando for falar ou pensar em algo, questione-se se aquilo realmente faz sentido pra você verdadeiramente.

É comum pesarmos que as coisas que falamos ou fazemos são simplesmente certas ou erradas. Deveríamos tentar pensar que falamos e fazemos as coisas da maneira que fazemos simplesmente porque aquela é a forma possível para nós naquele momento. Mas o que não podemos esquecer é que essa não é a única forma possível de falar e de agir, e muito menos a única forma correta. Sempre há pessoas que agiriam ou falariam diferente da gente, às vezes melhor às vezes nem tanto. A vida não é como um problema de matemática onde existe certo ou errado: A vida é feita de múltiplas escolhas. E tendo consciência e responsabilidade sobre tudo aquilo que falamos e fazemos, ganhamos a oportunidade de nos conhecermos melhor e buscar novas formas que nos façam mais sentido e, consequentemente, uma resposta mais adequada para os “problemas” da vida.

Ahh! E eu já ia me esquecendo do terceiro vídeo. Esse mostra um exemplo de como se pode superar obstáculos  e limitações quando há consciência de quem somos e das escolhas que fazemos. Ele serve de homenagem e inspiração a todos os pais e filhos e suas complexas relações. Permita-se!

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